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Atitude: a virtude de ouro para o sucesso

Mas, o que é ter atitude? Para responder, vou começar com uma reflexão que eu achei muito interessante.

Por: Roberto Morais (*)

 

Uma grande atitude faz muito mais que acender as luzes no nosso mundo; parece que ela magicamente nos conecta a todos os tipos de oportunidades casuais que estavam, de alguma forma, ausentes antes da mudança.

Mas, o que é ter atitude? Para responder, vou começar com uma reflexão que eu achei muito interessante: Juca trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

E, um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:

– Tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O João, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.

O patrão escutou atentamente e disse:

– Juca foi muito bom você vir aqui. Antes de tocarmos neste assunto, tenho um problema para resolver e gostaria de sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Juca, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

Em 5 minutos estava de volta.

– E aí, Juca?
– Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
– E quanto custa?
– Isso eu não perguntei, não.
– Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
– Também não perguntei isso, não.
– Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
– Não sei, não...
– Muito bem, Juca. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco.

O patrão pegou o telefone e mandou chamar o João. Deu a ele a mesma orientação que dera a Juca:

– João estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Em 8 minutos o João voltou.

– E então? – indagou o patrão.
– Eles têm abacaxi, sim, em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal; e se o senhor preferir tem também, laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi é vendido a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo; o melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20 o cento, já descascado. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou João.

Agradecendo as informações, o patrão dispensou-o.

Voltou–se para o Juca, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:

– Juca, o que foi mesmo que você estava me dizendo?
– Nada sério não, patrão. Esqueça. Com licença.


E o Juca deixou a sala...

Creio que a reflexão, acima, esclareceu muito bem o que é ter atitude, pois, no seu conceito, diz que é uma tendência ou predisposição adquirida e relativamente estável para agir, pensar ou sentir de uma determinada forma – positiva ou negativa – em relação a objetos, pessoas ou acontecimentos.

Assim, vimos que o João teve um comportamento que demonstrou muita atitude: agiu de maneira positiva, proativa e foi eficaz no cumprimento da missão, porque trouxe as informações de que seu patrão necessitava e foi muito além.

Mas afinal, o que a sua atitude pode fazer por você?

Nas olimpíadas mundiais, que reúnem atletas do mundo inteiro que competem nas mais diferentes modalidades, os melhores chegarão ao pódio e receberão medalhas de ouro, prata e bronze.

Mas o que separa um medalhista de ouro de um medalhista de prata? Sem dúvida, é aquele que durante a competição teve mais atitude em relação aos seus concorrentes, ou seja, treinou mais, estava mais focado, enfim dedicou-se mais.

Por exemplo, em uma competição de corrida de 100 metros o que separa uma medalha de ouro de uma de prata, normalmente, são centésimos de segundo e quem vence esta diferença é aquele atleta que obteve a chamada vantagem do vencedor, mas essa vantagem não está no atleta mais bonito ou mais rico.

Realmente, quem tem aptidão e talento tem chances, mas quem tem atitude dispõe de um diferencial enorme, porque ter atitude é o critério para se chegar ao sucesso.

A maioria dos atletas, quando estão no auge de suas carreiras, são muito parecidos no que se refere ao talento; porém, o que irá fazer a diferença são aqueles que têm atitude, que são perseverantes e não desistem nunca dos seus objetivos.

Um exemplo que se encaixa perfeitamente no que escrevi acima, foi quando assisti pela televisão, no mês de setembro de 2011, uma das semifinais pelo Aberto de Tênis dos EUA, no qual o suíço Roger Federer – atualmente, o segundo do mundo, no ranking da ATP – estava ganhando por 2 a 0 (sets), do sérvio Novak Djokovic – o primeiro do mundo, no ranking da ATP – e o primeiro tinha uma enorme vantagem, porque bastaria ganhar mais um set e estaria na grande final.

Porém, ele sofreu um apagão e acabou perdendo a vaga para a final do torneio, porque foi derrotado pelo sérvio Novak Djokovic, por 3 a 2 – com parciais de 6/7, 4/6, 6/3, 6/2 e 7/5. Apesar de ambos terem muito talento, Djokovic mesmo perdendo de 2 a 0, teve atitude, foi perseverante e não desistiu e acabou fazendo três sets consecutivos em cima do suíço – bastaria perder um set e estaria fora da final –, e assim venceu por 3 a 2.

Pois é, naquele dia eu estava torcendo pelo suíço, mas, dessa vez não deu; e no ano seguinte, foi derrotado, novamente, nas semifinais e adivinhem por quem? Por ele mesmo: Novak Djokovic. E o título de campeão de 2011 acabou ficando com o sérvio, porque ele derrotou o espanhol Nadal, na final do USA Open.

Para citar outro exemplo: lembro-me de ter lido uma história sobre uma mulher que acompanhou o marido durante a guerra até um acampamento do exército norte-americano no deserto do sul da Califórnia. O homem aconselhou-a não ir, pois, achava que ela ficaria melhor se voltasse para o leste para ficar com a família, mas a jovem recém-casada não quis se separar de seu marido.

A única acomodação que eles conseguiram encontrar foi uma cabana em situação precária perto de uma aldeia de índios americanos. O lugar era muito simples. Durante o dia, as temperaturas muitas vezes chegavam aos 46ºC. O vento, que soprava, constantemente, parecia o ar quente que sai do forno. E a poeira deixava tudo em estado deplorável.

A jovem achava os dias longos e tediosos. Seus únicos vizinhos eram índios americanos com os quais ela encontrou poucas afinidades. Quando seu marido foi enviado para o deserto para duas semanas de manobras militares, ela desabou. As condições de vida e a solidão eram demais para ela. Ela escreveu para a mãe para dizer que queria voltar para casa.

Pouco tempo depois, recebeu uma resposta de casa. Uma das coisas que sua mãe dissera-lhe foi: dois homens olhavam pelas grades de uma prisão. Um via lama; o outro, estrelas.

Ao ler várias vezes as linhas da carta, a jovem, inicialmente, sentiu vergonha. Depois sua reflexão amadureceu. Ela, realmente, queria ficar com o marido, por isso tomou uma decisão: ela procuraria as estrelas.

No dia seguinte, esforçou-se para fazer amizade com seus vizinhos. À medida que os conhecia, ela também pedia que eles a ensinassem a tecer e a fazer cerâmicas. No início, eles relutaram, mas, quando viram que o interesse que ela tinha por eles e pelo trabalho que faziam era genuíno, eles mostraram-se mais receptivos.

Quanto mais a mulher aprendia sobre a cultura e a história dos índios americanos, mais ela queria saber. Sua perspectiva começou a mudar. Até o deserto começou a parecer diferente para ela. E começou a apreciar sua beleza serena, sua vegetação resistente, porém vistosa, e até pedras e conchas fossilizadas encontrou ao explorar a região. Ela começou, inclusive, a escrever sobre suas experiências ali.

O que mudou? Não foi o deserto. Não foram as pessoas que moravam naquele lugar. Ela mudou. Sua atitude mudou e, consequentemente, seu ponto de vista mudou.

E, por fim, o exemplo da Southwest Airlines: nos Estados Unidos, enquanto outras companhias aéreas perdiam dinheiro e lutavam para sobreviver durante a crise da aviação comercial americana, que ocorreu nos anos 90, a Southwest Airlines havia obtido sucesso e lucro.

Por quê? Devido a uma das coisas pelas quais a companhia mais se orgulhava, que era sua reputação pelo excelente atendimento ao cliente. Mas como eles conseguiam isso? Porque a companhia não dependia de muitas regras.

Havia, sem dúvida, regulamentos determinados pela Agência Federal de Aviação aos quais eles obedeciam e, além disso, eles tinham regras que exigiam que os comissários de bordo sempre fossem pontuais para cumprir suas tarefas uma vez que sua escalação era tranquila.

Mas a ênfase da companhia está na criação do tipo certo de atitude entre os funcionários. Os funcionários da Southwest estavam habilitados para avaliar situações e tomar decisões. E seu foco está nas habilidades pessoais e na regra de ouro, na qual quando cometem erros, desde que estejam tentando ver as coisas pelo ponto de vista do cliente e tentando prestar um bom serviço, os funcionários recebem apoio.

Assim, do ponto de vista do marketing, as empresas que tenham em seus quadros funcionários com atitudes são empresas que terão grandes chances de serem bem-sucedidas, porque esses profissionais são mais motivados, dedicados e comprometidos. Dessa forma, irão conquistar os clientes e trarão mais resultados.

Depois desses belíssimos exemplos de como ter atitude, respondo a pergunta do início: mas afinal, o que a sua atitude pode fazer por você? Tudo!

Portanto, em um mercado competitivo como o do mundo atual, quem for melhor, quem se esforçar mais, quem se interessar, realmente, pelo que faz e é cooperativo, será o grande vencedor nessa competição.

Não se restrinja, não se limite, tenha atitude e amplie seus horizontes. Só assim você vai destacar-se e ser bem-sucedido em seus empreendimentos.

 

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